terça-feira, 18 de junho de 2013

Análise do seminário I - Alterações Neuromusculares Após uma Corrida de 5 km Contra-Relógio

No dia 2 de maio 2013 os colegas Juarez, Tairine e Jonathan apresentaram o artigo "Alterações Neuromusculares Após uma Corrida de 5 km Contra-Relógio" dos autores: O. Girard, G. P. Millet, J. P. Micallef, S. Racinais. Publicado na Eur J Appl Physiol, 2012.

Esse artigo tem objetivo de caracterizar as adaptações neurais e musculares nos músculos flexores plantares após uma corrida de 5 km contrarrelógio.
Fatores que determinam o desempenho de VO2 máx e interagem com o desempenho de resistência:
            - consumo máximo de oxigênio;
            - utilização fracionada da potência aeróbia máxima;
            - corrida econômica;
            - recrutamento muscular;
            - produção de força.
Esses fatores também contribuem para manter a velocidade contra o surgimento da fadiga.

Participaram do estudo onze triatletas bem treinados com idade média de 21,6 anos, massa média: 71,9 kg, estatura média: 182,3 cm, volume médio de treinamento: 18,9 h/semana, velocidade média aeróbia máxima: 19,1 km/h, VO2 máx média: 63,3 ml/min kg.
Delineamento experimental (sessão de familiarização):
- preparação dos atletas;
- condicionamento muscular;
- testes neuromusculares;
- aquecimento específico para 5 km;
- 3 minutos de descanso;
- 5 km de corrida contrarrelógio;
- testes neuromusculares imediatamente depois da corrida.

H-REFLEXO E M-WAVE



Houve uma redução considerável na máxima capacidade de geração de força dos flexores plantares após 5 km de corrida contrarrelógio é plurifatorial;
A ocorrência dos ajustes musculares pós-corrida é evidenciada por alterações na transmissão potencial de ação muscular e pelas propriedades do acoplamento excitação-contração;
A fadiga diminui a magnitude da saída eferente motora dos neurônios motores espinais para os músculos dos membros inferiores, conforme é atestado por interpolação da contração e pelos registros da atividade EMG máxima;

Um decréscimo nas respostas do H-reflexo obtidas em repouso e durante a contração voluntária indica que parte da unidade neural subótima é o resultado da modulação das propriedades do laço espinal;

A eletromioestimulação ou o treinamento dinâmico de resistência são conhecidos por melhorar as propriedades do laço espinal (sensibilidade reflexa), contribuindo para a produção de força. Pesquisas posteriores são necessárias para determinar se tais intervenções também podem combater os fatores responsáveis pela fadiga muscular e eventualmente melhorar a performance nos 5 km.

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